sábado, 10 de janeiro de 2009

A Vontade do Pai
No livro de Lucas, capitulo 15 do versículo 11 em diante encontramos a conhecida parábola do Filho Perdido. Logo no inicio da parábola nos deparamos com o pedido do filho mais novo ao seu pai (vs 12): “Pai, quero a minha parte da herança”. Diante deste pedido, o pai repartiu entre os filhos o que cabia a cada um e aqui podemos iniciar nossa reflexão: estamos na casa do nosso Pai, mas ainda sim estamos “insatisfeitos”. E a palavra do Senhor é clara a esse respeito. Ele nunca nos disse que estaríamos isentos de sofrimento, muito pelo contrário, Sua palavra diz que podemos até estar abatidos, contristados, mas nunca derrotados. Ainda sim, diante de tantas promessas nos aproximamos do nosso Pai para reinvidicar e apressar nossa parte na herança.
Há uns pontos interessantes nesta parábola. Vemos que o pai separou e entregou aos seus filhos o que lhe era de direito, mas na época um pai judeu podia optar em não dividir sua riqueza em vida e caso o fizesse, dividisse entre os filhos a herança, não era comum os filhos mais novos receber permissão para usufruir sua parte antes da morte de seu pai. Eu acredito que em nossas vidas não seja diferente, pois mesmo quando optamos em não fazer a vontade de Deus não conseguimos fugir de Seus propósitos, Sua vontade prevalece sobre nossas vidas. Ele permite que prossigamos no caminho que escolhemos e soframos diante das decisões erradas que tomamos. Tudo isso para transformar essas experiências frustrantes em aprendizado, mas para isso, como o filho perdido, passamos por situações que não são nada agradáveis simplesmente por fazer escolhas erradas.
Quando nossa vontade não condiz com a vontade do Senhor, tudo dá errado e mesmo assim demoramos um pouco para reconhecer que erramos e começamos a ficar sedentos de Deus. Quando exercemos algum trabalho na igreja, pouco a pouco deixamos de fazer com dedicação aquilo que o Senhor colocou em nossas mãos. Não adianta, quando corremos para longe da vontade de Deus nos juntamos aos criadores de porcos (vs 16) e quando menos percebemos, comemos do que tem de pior. A sede aumenta, mas enquanto não houver atitude de nossa parte que nos leve a mudanças continuaremos a sofrer na mesma situação.
Então percebemos que erramos, nos prostramos diante de Deus e até tentamos pensar em como nos achegar a Ele, tentamos até formular um discurso cheio de palavras que expressem quão arrependidos estamos, mas Deus, nosso Amado Pai, nem espera que terminemos nosso discurso e nos aconchega em seus braços de amor, refrigera nossa alma e nos perdoa. O filho perdido quando decidiu voltar, até pensou em como iria se desculpar com seu pai e mal sabia ele que seu pai ansiava pela sua volta e a prova disso foi no seu retorno. Quando o filho chega e começa a pedir perdão, seu pai nem o deixa terminar de falar e já manda seus servos providenciarem o que havia de melhor na casa. A aliança é restaurada.
Gloria a Deus! Que maravilha nos depararmos com tamanha demonstração de amor! Melhor ainda é saber que podemos desfrutar do amor do nosso Deus. Nós que estamos na casa do Senhor temos que lutar dia-a-dia para vencer a nossa vontade e não se trata de algo fácil e complica ainda mais quando passamos por tribulações que são capazes de nos fazer desfalecer e então, pensamos que podemos aliviar nossa bagagem partindo para uma outra “terra”. Não. Certa vez ouvi um pastor dizer enquanto ministrava que Deus teve apenas um filho sem pecado e não teve nenhum sem sofrimento. E é verdade. Que o nosso amor não esfrie a ponto de largarmos nosso Pai para buscarmos deleites em terras longínquas. A alegria do Senhor é a nossa força, nosso Pai nos faz andar por lugares altos mesmo quando achamos que não há mais solução. Ele é Deus e n’Ele somos mais que vencedores. Graças a Deus!

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